Ao longo dos anos, vários fatores levaram a sociedade industrializada a se tornarem sedentárias. Claramente, isso repercutiu na nossa alimentação que hoje é, em boa parte, processada. Em menos de um século, os nossos hábitos mudaram, a nossa silhueta mudou, e a nossa saúde e equilíbrio alimentar também.

O consumo frequente e em excesso de alimentos industrializados representa sérios riscos à saúde, como aumentar a chance de desenvolver as chamadas doenças crônicas não transmissíveis: diabetes, obesidade e hipertensão, entre outras.

Você sabia que os alimentos são classificados conforme o seu grau de processamento? Bem, eles são! Além dos alimentos processados, temos mais três categorias: in natura, minimamente processados e ultraprocessados. O que define qual categoria certo alimento se enquadra é o tipo e quantidade de processos que ele sofre após deixar a natureza.

Alimentos in natura

A primeira categoria é formada pelos alimentos in naturaque são, predominantemente, de origem vegetal. Após serem retirados da natureza, os alimentos in natura não sofrem nenhuma alteração de sua forma original. Assim, preservam sua qualidade nutricional, seu sabor e são mais sustentáveis. Essa categoria inclui todas as frutas, as verduras e os ovos.

Alimentos minimamente processados

A segunda categoria é formada pelos alimentos minimamente processados. São aqueles que sofreram processos mínimos, mas que conservam seu valor nutricional, sabor e seu estado fresco. Esses processos, geralmente, tornam os alimentos mais seguros para o consumo humano.

Geralmente, são alimentos descascados ou cortados, lavados e submetidos à sanitização. Os processos mínimos incluem, ainda, seleção, limpeza e embalagem, procedimentos que não alteram as características sensoriais. Essa categoria inclui carnes (frescas, resfriadas, congeladas), feijão, arroz, farinhas e macarrão.

Alimentos processados

A terceira categoria abrange os produtos processados e corresponde a produtos fabricados pela indústria, a partir de alimentos in natura ou minimamente processados, mas com a adição de sal ou açúcar. Estes produtos são feitos com a intenção de aumentar a durabilidade do alimento e torná-lo mais agradável ao nosso paladar. Exemplos dessa categoria são os enlatados, as carnes secas e os queijos.

Alimentos ultraprocessados

Os produtos que correspondem à quarta categoria são os ultraprocessados. Trata-se de formulações industriais que passaram por diversas etapas durante sua produção. Normalmente, são produzidos por grandes indústrias e fabricados em grandes quantidades para abastecimento de comércios.

Nessas produções são usadas substâncias extraídas de óleos, gorduras hidrogenadas, amido modificado, proteínas e substâncias sintetizadas em laboratórios (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos). Entre os alimentos ultraprocessados estão os refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, empanados, sorvetes, guloseimas em geral e macarrão instantâneo.

3 Dicas para evitar alimentos processados e ultraprocessados

  1. Menos embalagens:

    Embalagem é casca! Esse é o lema. Quanto mais in natura e fresco for o alimento mais longe você estará da comida processada, por isso prefira sempre alimentos em sua forma bruta.
  2. Fuja dos “ingredientes” desconhecidos:

    Existe uma lista de aditivos autorizados que são desconhecidos para nós, apesar de autorizados. Os ingredientes precisam ter nomes que nos possamos reconhecer, como farinha, leite, ovos, etc… E não uma conjugação de letras, sequências de consoantes e números. Quanto menos ingredientes tiver um alimento, melhor.
  3. Troque o supermercado pela feira:

    Claro que há muitas coisas que precisamos comprar no supermercado. Mas comida de verdade, encontramos com mais facilidade na feira. Além de tudo, ainda incentivamos os agricultores e temos mais chances de comprar comida fresca.

 Em resumo: vamos voltar a comer comida de verdade, com menos plástico e menos aditivos. Comida natural, orgânica e fresca.

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